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Poemas ao Acaso

Luís D´Angola Júnior
Chefe de Redação da Muangolê Notícias

CAUSA PERDIDA

O grito longo da criança faminta

Subitamente ecoou a esperança

Esquecida na saga e cega crença

Do sonho idoso de paz e felicidade

A liberdade secular em duvida

A ânsia de democracia dividida

A igualdade assombrada na despedida

De um horizonte incerto de chamas

Crentes homens na paz dos fuzis

Embriagados com o próprio sangue

Onde

Vermelho e preto é arco Íris

Que lindo!??

Pura Ilusão

Me iludi

Ao te amar sem ser amado

Me entregar sem resposta

Loucamente se dar sem receber

Me iludi

Cegamente nas doces palavras falsas

Ter-me embriagado com seus beijos

E sonhar com um castelo de areia

Me iludi

No seu sorriso lindo e disfarçado

Nas suas piadas quase sem graça

Nas desculpas certas e frívolas

( hoje percebo isso)

Me iludi

Ao viver como tua rainha sem coroa

Te Ter como meu Romeu sem o veneno

Desejar-te como uma cadela sem fidelidade

Me iludi

Ao gravar seu nome no meu coração

Ao usar óculos de sua imagem

E vestir roupa e cheiro de sua pele

Voce talvez não percebeu meu bem

Que num oceano azul de amor

Desejei apenas uma gota de felicidade

Poesia de um combatente

A minha alta patente de esperança

Perdeu-se no escuro da ultima batalha

Na trincheira ferido ignoraste-me

De mata à mata procurei-te desarmado

Eu Sei, conquistar-te foi um combate

Mas Ter-te seria uma vitoria gloriosa

Pois bombardearei seu coração de amor

Fustigarei seu corpo com mel de caricias

Mutilados de prazer na madrugada

Fardados de suor,lagrimas e gritos

Mergulhados num tiroteio sem pudor

sentirás a dor do meu tiro til e certeiro

De manhã cansados do intenso flagelo

e Capturados pelo cupido inimigo

Estaremos condenados à felicidade

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